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Sistema de faturamento para pequenas empresas: o que avaliar

20 de ago.
6 min de leitura

Atualizado: 7 de out.

A maioria das comparações de sistema de faturamento para pequenas empresas vem de sites que só querem te empurrar um dos dez fornecedores listados até o fim da página. Este texto segue outro caminho: o que realmente vale a pena checar antes de contratar, incluindo o ponto que a maior parte dessas listas evita, que é se o sistema emite nota fiscal ou não.


Nenhum critério abaixo depende de qual fornecedor você está avaliando. Você pode estar comparando uma ferramenta dedicada de faturamento, um módulo dentro do seu sistema contábil, pensando em deixar as planilhas de Excel para trás no faturamento, ou algo embutido numa plataforma que sua equipe já usa todo dia. As perguntas que importam são as mesmas.


O que avaliar em um sistema de faturamento para pequenas empresas

Sete pontos separam um sistema de faturamento que aguenta o crescimento da empresa de um que você vai trocar de novo daqui a um ano. Boa parte deles são só ângulos diferentes do mesmo fluxo, o processo completo de quote-to-cash: cotação, aprovação, faturamento e recebimento andando juntos em vez de serem remontados manualmente em cada etapa.


Cobrança recorrente automática

Cobrança recorrente elimina o trabalho manual de gerar a mesma fatura todo mês. Imagine um cliente que paga R$ 490 todo dia 5. Essa fatura não deveria depender de alguém lembrar de montá-la de novo a cada vencimento. Um bom módulo de recorrência gera, envia e cobra automaticamente se o pagamento atrasar, sem que ninguém precise abrir uma planilha para conferir quem já pagou.


Conformidade fiscal e emissão de nota fiscal

Conformidade fiscal é o ponto onde mais sistemas de faturamento se diferenciam de verdade. Alguns emitem nota fiscal eletrônica (NF-e, NFS-e ou NFC-e, dependendo do que você vende) direto a partir da venda. Outros cobrem só a parte comercial, cotação, pedido e fatura, e deixam a emissão fiscal para um emissor homologado separado ou para a contabilidade. As duas abordagens funcionam, mas confirme qual das duas é a realidade do fornecedor antes de assinar, porque descobrir isso depois costuma significar contratar um segundo sistema no meio do caminho.


O regime tributário da empresa também entra nessa conta. Simples Nacional, Lucro Presumido e a diferença entre ICMS e ISS mudam como o imposto aparece na fatura, e o sistema deveria se ajustar a isso sem depender de um ajuste manual toda vez. Preço com imposto embutido ou destacado à parte é uma decisão separada da parte fiscal, mas as duas costumam aparecer juntas na hora de configurar o sistema.


Aprovação antes de a cotação sair

Aprovação evita que um desconto fora da política chegue ao cliente antes de alguém revisar. Um vendedor novo ainda não conhece a política de descontos da equipe e oferece 30% a mais só para fechar mais rápido. Sem uma etapa de aprovação, essa cotação já está na caixa de entrada do cliente antes de qualquer gestor ver o número. Um sistema bem montado trava o envio até que alguém mais graduado assine embaixo, ou libera automaticamente quando o desconto está dentro do combinado.


Cadastro de produtos centralizado

Cadastro centralizado significa que nome, preço e descrição de cada produto ficam guardados uma vez só, num único lugar. Digite o mesmo item pela décima vez no mês numa cotação nova e cedo ou tarde um erro de digitação vai passar batido. Com um catálogo compartilhado, cotação, pedido de venda e fatura puxam sempre da mesma fonte, em vez de dependerem de quem está digitando mais rápido naquele dia. Se cotação, pedido de venda e fatura ainda parecem a mesma coisa na sua cabeça, vale entender a diferença entre cotação, pedido de venda e fatura antes de avaliar um sistema construído em cima desses três documentos.


Integração com o CRM e com o que a equipe já usa

Ligar o faturamento ao CRM poupa tempo de quem precisa entender de onde veio uma venda. Seis meses depois, alguém da equipe pode abrir uma fatura antiga e precisar entender a negociação que deu origem a ela. Vincular a fatura à oportunidade original deixa isso visível na hora, sem precisar perguntar para ninguém.


Manter CRM e faturamento conectados também aproxima as etapas do processo de lead-to-cash à medida que uma negociação sai da gestão de oportunidades e entra na cotação e no faturamento. E quanto mais o sistema já vive dentro da ferramenta que a equipe abre o dia inteiro, menos gente inventa um jeito paralelo de fazer a mesma coisa, como uma cotação virando print numa conversa de chat.


Custo previsível conforme a equipe cresce

Custo previsível é o que separa uma fatura de software estável de uma que cresce sozinha. Em um modelo por usuário, cada contratação nova vira uma linha extra na fatura, e um time de vendas que dobra de tamanho neste ano dobra também o custo do sistema. Um plano por organização corta esse cálculo pela raiz: a empresa paga um valor fixo e todo mundo tem acesso, sejam três pessoas ou trinta.


Sistema que acompanha o crescimento sem exigir troca

Acompanhar o crescimento sem exigir troca quer dizer que o sistema aguenta mais cotações, clientes e usuários sem forçar uma remigração assim que a empresa contrata os primeiros funcionários novos. Software pensado só para o volume de hoje começa a travar cedo, e mudar de sistema no meio da operação consome um tempo que ninguém tem sobrando. Vale perguntar ao fornecedor, antes de assinar, até onde o plano atual aguenta crescer.


Sinais de alerta em um sistema de faturamento

Alguns padrões se repetem na página de preços de quase todo fornecedor, e vale identificá-los antes de assinar qualquer contrato.

  • Plano "grátis" que cobra por transação: o sistema não custa nada, mas uma porcentagem some de cada pagamento recebido, o que pesa rápido passando de um punhado de faturas por mês.

  • Preço por usuário escondido na primeira tela: uma proposta que parece barata para 3 pessoas vira outro número assim que financeiro e comercial também precisam de acesso.

  • Sem exportação real dos dados: se cotações, faturas e cadastro de clientes não saem da plataforma num formato utilizável, trocar de sistema depois sai caro de um jeito que a página de preços nunca menciona.

  • Emissão fiscal vendida como complemento pago: suporte a mais de um tipo de nota fiscal ou a regimes tributários diferentes trancado num plano superior transforma uma exigência básica numa cobrança surpresa.


Sistema de faturamento para Microsoft Teams

Tudo o que foi descrito acima é uma forma justa de avaliar qualquer sistema de faturamento, incluindo o nosso. O Billing as a Service cobre a maior parte direto: cobrança recorrente, configuração de impostos por regime tributário, catálogo compartilhado e aprovação antes de a cotação sair. Toda Cotação, Pedido de Venda e Fatura de Vendas também pode ficar vinculada à Oportunidade que deu origem a ela.


O ponto fora dessa lista é a nota fiscal. Billing as a Service não emite nota fiscal. Essa parte continua com o emissor fiscal homologado da empresa ou com a contabilidade, exatamente como acontece hoje. E o mesmo preço por organização vale aqui também: uma assinatura, usuários ilimitados, para a equipe crescer sem que a fatura do software cresça junto.


Por já ser um aplicativo nativo do Microsoft Teams, cotação, aprovação e faturamento acontecem dentro do mesmo app usado para ligações e chat, sem ninguém precisar abrir uma ferramenta separada só para conferir uma cotação ou enviar uma fatura.


Perguntas frequentes

Vale a pena usar um sistema de faturamento para uma pequena empresa?

Para a maioria das pequenas empresas que emitem mais de um punhado de faturas por mês, sim. O tempo economizado com faturamento manual e os erros evitados na parte fiscal e de preço costumam pesar mais do que o custo do próprio sistema.


Quanto custa um sistema de faturamento para pequenas empresas?

O custo varia bastante conforme o fornecedor e o modelo de cobrança. Sistemas por usuário podem custar de valores bem baixos a mais de R$ 150 por pessoa ao mês. Já o preço por organização costuma ser fixo independente do tamanho da equipe, o que pesa mais conforme o time cresce.


Um sistema de faturamento emite nota fiscal automaticamente?

Depende do sistema. Alguns emitem nota fiscal eletrônica direto a partir da venda, e outros cobrem só cotação, pedido e fatura comercial, deixando a parte fiscal para um emissor homologado à parte ou para a contabilidade. Confirme qual das duas situações se aplica antes de contratar, porque as duas exigem um processo diferente no dia a dia.


Um sistema de faturamento precisa se integrar com o CRM?

Não precisa, mas ajuda bastante. Sem esse vínculo, quem confere uma fatura no financeiro não tem como saber de qual negociação ela veio sem perguntar direto para o vendedor. Um app de faturamento ligado ao CRM, como o Billing as a Service junto do CRM as a Service, fecha essa lacuna sozinho.


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